25 de out. de 2008

ORIGEM DA VIDA





Os cientistas ainda estão longe de chegar a um consenso quando o assunto é a origem da vida. Afinal, séculos de pesquisas não foram suficientes para que alguém conseguisse reproduzir, em todos os seus detalhes, as condições reais da Terra primitiva. "A mais complicada máquina inventada pelo homem não passa de brinquedo diante do mais simples organismo", escreveu o biólogo americano e prêmio Nobel de medicina George Wald. "A maior dificuldade está na minuciosa ajustagem de uma molécula na outra, proeza que não está ao alcance de nenhum químico."
O que é vida? Descrita nos dicionários como "um conjunto de propriedades graças às quais animais e plantas se mantêm em atividade", as definições da vida até hoje sempre foram genéricas. Na linguagem da maioria dos cientistas, a melhor definição de vida continua sendo a de um sistema químico auto-sustentado capaz de uma evolução darwiniana, por mutação aleatória. Traduzindo: uma combinação de substâncias que, em algum momento, conseguiu uma forma particular de se replicar, mudar e evoluir dando origem a todas as espécies vivas – como previu no século 19 o naturalista inglês Charles Darwin.
De acordo com Oparin, aminoácidos e outros compostos foram produzidos numa atmosfera composta de amônia, metano, hidrogênio e vapor d’água, em reações catalisadas por radiações ultravioleta e descargas elétricas das tempestades. Tais moléculas, inicialmente precipitadas sobre rochas ardentes, foram depois arrastadas pela chuva para os mares, onde o choque contínuo entre elas deu origem a moléculas maiores (os coacervados) que, por sua vez, em algum momento do processo, teriam alcançado a organização necessária para replicar-se. As primeiras moléculas não se dissolveram na água porque, com raríssimas exceções, as moléculas de vida formam colóides, substâncias de lenta dissolução e dispersão devido a um fenômeno de natureza elétrica. Parte da teoria de Oparin foi testada em laboratório, em 1953, através do experimento de Muller.

Entretanto, com avanço da ciência e as novas descobertas, essa teoria vem sendo revisada. Como pode ser visto nos textos a seguir:
http://super.abril.com.br/superarquivo/2003/conteudo_277683.shtml
http://super.abril.com.br/revista/240a/materia_especial_261564.shtml?pagina=1
http://super.abril.com.br/superarquivo/1987/conteudo_111005.shtml
http://cienciahoje.uol.com.br/3452
http://cienciahoje.uol.com.br/1706

19 de out. de 2008

O ÁTOMO

Quais são os menores blocos construtivos, os menores pedaços de matéria na natureza?

Como essas partículas formam tudo o que está à nossa volta?

Que forças atuam na natureza e como elas realmente funcionam?



No início, havia o átomo indivisível de Demócrito (a-tomo). Para destruir a elegância dessa idéia lançada na antiga Grécia, o inglês Joseph Thomson descobriu o elétron no fim do século 19 e no início do século 20 o neozelandês Ernest Rutherford identificou partículas carregadas positivamente no núcleo dos átomos enquanto estudava radioatividade. O nêutron só apareceu na década de 1930, mas as pesquisas abriram espaço para que outros componentes da matéria fossem identificados a partir daí. Atualmente sabe-se que até os prótons e nêutrons não são indivisíveis porque são formados por quarks. Já foram identificadas 16 partículas elementares, divididas em três categorias: quarks, léptons e bósons. Os quarks formam os prótons e nêutrons, os léptons são partículas leves que não interagem através da força forte e os bósons mediam as forças entre a matéria.

Sugestão de livro: O mágico dos Quarks


NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO



Os átomos se reúnem quimicamente (ligações químicas) para formar as moléculas. Proteínas, por exemplo, são substâncias constituídas por centenas, miIhares ou mesmo milhões de átomos, principalmente dos elementos carbono (C), hidrogênio (H), oxigênio (0) e nitrogênio (N), apenas para citar os mais abundantes.
Continuando a "subir" a hierarquia da organização biológica, vemos que as moléculas orgânicas estão organizadas de modo a formar diversos tipos de organelas celulares que se integram na constituição das células. As organelas são estruturas celulares especializadas em diversas funções; por exemplo, as mitocôndrias produzem energia para os processos metabólicos. As células são consideradas as unidades básicas da vida e, com exceção dos vírus, todos os seres vivos são constituídos de células.
Do nível celular passamos ao nível seguinte, que ocorre apenas em alguns grupos de organismos multicelulares (animais e plantas): as células se especializam e se congregam, originando conjuntos celulares funcionais, os tecidos. o tecido muscular, por exemplo, e formado por células especializadas em se contrair, produzindo movimento.
Diversos tipos de tecidos organizam-se formando os órgãos, unidades anatômicas e funcionais dos seres multicelulares complexos. Por exemplo, o coração é um órgão constituído por diversos tecidos, principalmente o muscular, que permite bombear sangue pelo corpo.
Os órgãos não atuam sozinhos; eles funcionam integrados a outros para o desempenho de determinadas funções corporais. Um conjunto de órgãos integrados funcionalmente constitui um sistema. Um exemplo de sistema corporal e o digestório (ou digestivo), formado por diversos órgãos: boca, esôfago, estômago, intestino e diversas glândulas que atuam na digestão. Os sistemas de órgãos, em seu conjunto, compõem o nível do organismo individual.
A hierarquia da organização biológica não para por aí os indivíduos não vivem isolados, mas interagem entre si e com o ambiente. O conjunto de indivíduos de uma mesma espécie que habita determinada região geográfica constitui uma população biológica. Exemplos são as populações humanas dos diversos países; ou uma população de babuínos africanos.
Os membros de uma população interagem com indivíduos de outras espécies que habitam a mesma região geográfica. Ao conjunto de populações diferentes que coexistem em determinada região, interagindo direta ou indiretamente, dá-se o nome de comunidade biológica (ou biocenose). Por exemplo, a comunidade da qual faz parte a população de babuínos inclui as populações de plantas e de animais que com ela coabitam.
Os membros de uma comunidade biológica, além de interagir entre si, também interagem com o ambiente em que vivem (que os biólogos denominam biótipo), sendo influenciados por fatores como temperatura, umidade, luminosidade e componentes químicos, entre outros. Por exemplo, na comunidade africana a que nos referimos anteriormente, os organismos são influenciados pela composição química e pela temperatura da água dos rios, pela umidade do ar e por diversos outros fatores climáticos. Por outro lado, os seres vivos da comunidade também influenciam os fatores ambientais. As plantas de uma biocenose, por exemplo, criam um microclima mais úmido que o proporcionado pelo clima regional. Ao longo do tempo, plantas e animais modificam a composição química do solo, enriquecendo-o em matéria orgânica. Ao grande conjunto formado pela interação da biocenose e do biótipo dá-se o nome de ecossistema, a unidade ecológica. A mais alta das hierarquias biológicas e, por enquanto, a que reúne todos os ecossistemas da Terra: a biosfera. E nessa delgada camada superficial de nosso planeta que ocorre a vida.
fonte: Amabis, J.M & Martho, G.R. Biologia das Células. 2 ed. São Paulo. Ed. Moderna.


18 de out. de 2008

TUDO TEM UM COMEÇO


Big Bang ( Grande Explosão)





Você já deve ter olhado para o céu e perguntado: de onde vieram os planetas, o Sol, as estrelas? Ou olhado para a Terra e perguntado de onde vieram as rochas, os animais, as plantas e os seres humanos. Para os cientistas, tudo o que existe no universo veio de uma bolha que, há cerca de 10 ou 20 bilhões de anos, surgiu em um tipo de "sopa" quentíssima e começou a crescer, dando origem a toda a matéria que conhecemos.
Essa bolha era formada de partículas de luz (fótons) e outras partículas minúsculas, que se criavam e se destruíam o tempo todo. Os cientistas chamam essa teoria que tenta explicar a origem de todas as coisas de Big-Bang, expressão em inglês que quer dizer "Grande Explosão". À medida que crescia, a bolha mudava: ela ficou, por exemplo, bem mais fria. Quando o universo completou 500 mil anos de idade, a temperatura da bolha era de 10 mil graus Celsius! Com o tempo, as partículas também começaram a ficar diferentes umas das outras. Essas partículas minúsculas foram se juntando e formando átomos cada vez mais pesados. Os primeiros átomos a surgir foram os de hidrogênio, elemento mais simples que existe na natureza, e os de hélio. Esses elementos se misturaram, formaram nuvens e uma parte delas gerou estrelas. Os elementos mais complexos que o hélio foram formados pelas estrelas. Outra parte dessa nuvem que produziu as estrelas formou um tipo de "disco", girando em torno delas. Nesses discos, surgiram "pelotas" que cresceram até virarem planetas e seus satélites. Inicialmente, os planetas eram muito quentes. A Terra, por exemplo, não tinha água líquida quando se formou. Foram necessários milhões de anos para que se resfriasse. Isso permitiu a formação de rios e oceanos, nos quais os cientistas acreditam que surgiram as primeiras formas de vida, e a partir das quais vieram os bichos, as plantas e o homem.
Mas nem todos os cientistas concordam sobre detalhes do Big-Bang. Uns acreditam que a matéria existente no universo formou primeiramente as galáxias, que ficaram tão grandes que se quebraram e os pedaços viraram as primeiras estrelas. Outros acham que ocorreu o contrário: primeiro surgiram as estrelas e, aos poucos, elas foram se juntando e formaram as galáxias. Seja como for, as galáxias povoaram todo o universo. É raro existir uma galáxia isolada. Elas tendem a se juntar em grupos que podem incluir desde dezenas de galáxias até superaglomerados, com milhares delas. A Via Láctea, galáxia onde estão o Sol e os nove planetas (Júpiter, Saturno, Urano, Netuno, Terra, Vênus, Marte, Mercúrio e Plutão), formou-se nessa fase. Há outras teorias para explicar a origem do universo, mas por enquanto o Big-Bang é a teoria mais aceita. Com o passar do tempo, os cientistas foram reunindo dados para provar que o Big-Bang realmente aconteceu. Com os telescópios modernos, eles têm conseguido observar cada vez mais longe o universo, e com o satélite norte-americano Cobe, eles puderam "fotografar" um momento muito próximo à origem do universo.
Fonte: Revista Ciencia Hoje

Sugestão de leitura:
http://cienciahoje.uol.com.br/1734

http://cienciahoje.uol.com.br/128785

http://super.abril.com.br/superarquivo/2001/conteudo_189882.shtml

http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/sinfonia_cosmica_6.html

www2.uol.com.br/sciam/edicoes_anteriores/edicoes_anteriores_057.html